Ainda bem que o sol não cobra pelas indefinições do setor de energia. E a energia solar consegue avançar, mesmo com os desencontros e as resistências - que sempre atrapalham a tecnologia e a inovação. Agora mesmo a Celesc, a distribuidora de Santa Catarina, da um passo importante ao propor o projeto 1000 Telhados. A iniciativa vem em boa hora para se contrapor a algumas distribuidoras que se movimentam para travar o processo da geração distribuída em curso.
Para quem defende e ajuda a promover a energia solar, como o Instituto IDEAL, a reação vem da cultura das distribuidoras que se sentem ameaçadas por uma projeção de expansão dos telhados solares significativa.
Segundo o próprio Ministério de Minas e Energia e a Aneel, os investimentos nos próximos 15 anos nos telhados solares são da ordem de R$ 100 bilhões. E a energia gerada estimada de 6000 MWh, bem próximo do que gera Itaipu. Tudo isso, próximo do consumo - sem depender das grandes linhas de transmissão.
PS - com todo respeito aos que se opõem, a energia solar me parece um caminho sem volta. Com a expansão, vem a redução dos custos e a energia solar se torna ainda mais competitiva. No entanto, o processo - trava - quando se trata de abrir linhas de financiamento. Por enquanto, BB e BNDES aguardam orientações do governo. Embora anunciadas no final do ano passado, ainda estão no papel. Com a implantação do ProGD, o programa de desenvolvimento da geração distribuída do governo federal - pode ser que a coisa mude.
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