Confesso que não perdi um minuto sequer assistindo nossos senadores decidindo o destino de Dilma. Já sabia de antemão o resultado. Era o popularmente "jogo jogado", também conhecido por cartas marcadas. Agora, passada a ressaca, se inicia um novo e longo processo. Da parte de Dilma, livre das pressões próprias do cargo e da luta pelo poder a que foi submetida, o que cabe agora é buscar os votos que precisa no Senado. Nesta segunda fase são cinco a mais do que teve. Nada impossível diante de um Poder Legislativo conhecido pelo tradicional "toma lá, dá cá". Aliás, se teve uma coisa positiva no recente episódio que vivenciamos foi a sociedade perceber que o fisiologismo é o que move o Congresso Nacional. Se alguém ainda tinha dúvida, não tem mais!
Quanto a Temer, os próximos 180 dias serão de muita tensão. Temer, melhor do que ninguém, sabe como funcionam deputados e senadores envolvidos com o impeachment. Uma promessa não cumprida, um cargo não atendido, um afago negado - é um voto perdido!
PS- deixo para reflexão de todos o comentário do ex-ministro do Supremo, Joaquim Barbosa (ele mesmo), hoje num evento em São Paulo: "E vai aqui mais uma provocação: quem, na perspectiva de vocês, vai querer investir em um País em que se derruba presidente com tanta ligeireza, com tanta facilidade e com tanta afoiteza?
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