Ao iniciar o segundo mês de governo, Temer corre contra o tempo. Com inúmeros escândalos e desencontros, o que se vê é um governo batendo cabeça, torcendo para que nada de muito grave aconteça. Cada semana, uma agonia! A sociedade, até então silenciosa, já começa a dar sinais de inquietação. As recentes pesquisas de opinião, que até então estavam controladas, começam a detectar o mal humor dos brasileiros com o novo governo.
Segundo Jânio de Freitas (FSP 01/5), "Michel Temer está tão entregue a três ou quatro pessoas como esteve em sua longa presidência do PMDB. Combinação de fraqueza natural e pose artificial, Temer deu oportunidade e cobertura a que as piores correntes internas proliferassem no partido". Só me cabe lembrar que esta citação é bem anterior ao que ocorreu com Jucá, Sarney, Renan, Eduardo Cunha e outras tantas figuras carimbadas da politica nacional. Portanto, bem antes das gravações comprometedoras de Sérgio Machado e dos pedidos de prisão encaminhados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal.
Jânio também faz referência a Albert Fishlow, o mais conceituado dos brasilianistas. Para ele, uma das muitas vozes internacionais que a imprensa brasileira não divulga, até porque não quer ouvir e muito menos repercutir o que ele disse: "O impeachment não será o fim da crise. Será o começo".
Pelo que tenho acompanhado: cada vez tem mais gente pensando como Mr. Fishlow.
PS- Albert Fishlow, cientista politico, economista, intelectual e professor emérito da Universidade da Califórnia em Berkeley e de questões internacionais na Universidade de Columbia.
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