Desde de 2011 quando o governo da chanceler Angela Merkel decidiu abandonar o programa nuclear e desativar os reatores existentes, a discussão sobre o que fazer o lixo atômico é um tema presente na Alemanha.
Para a comissão de especialistas responsável pela escolha do melhor lugar para construir um imenso e definitivo depósito para armazenar o lixo nuclear no próximo século, a tarefa não tem sido nada fácil. Os riscos são grandes e as comunidades - bem organizadas - resistem à ideia de acolher uma ameaça que irá atravessar várias gerações.
Outro ponto polêmico é quem irá arcar com os custos de vários bilhões de euros que serão gastos. O valor envolvido com a desativação das usinas atômicas, com o armazenamento do lixo e o desmonte seguro dos reatores é incalculável. O governo quer repassar para o setor da indústria nuclear esse custo. Outra tarefa nada fácil. (Fonte: BBC)
Mesmo diante todos os problemas que a histórica decisão tomada em 2011 está gerando, o grau de consciência da sociedade impressiona: pesquisa divulgada na semana passada aponta que 77% dos alemães aprovam o desligamento dos reatores nucleares no país. Aliás, cabe lembrar que a Alemanha liderou essa tecnologia por muito tempo: e foi o principal fornecedor de equipamentos para o programa nuclear brasileiro na década de setenta.
PS- enquanto isso, por aqui, Angra III se arrasta. Por décadas parada no tempo, recentemente teve as obras retomadas. Agora, as notícias que chegam associam a obra a Operação Lava-Jato....... É o Brasil, na contramão da história: desviando recursos e perdendo oportunidades.
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