No final de semana livre que tive no Rio tentei ir até a Vila Olímpica: não consegui. Todos os ingressos tinham sido vendidos. Nem os mais envolvidos com o evento, organizadores e imprensa, esperavam o sucesso de público que os Jogos Paralímpicos estão tendo. Para não ficar fora de tudo, no domingo fui assistir a prova de Triatlo na Avenida Atlântida. Simplesmente, emocionante! Como as pessoas conseguem se superar e concluir a prova é algo inesquecível. (fotos abaixo: Arpoador com as barracas saudando os países e o ponto de chegada da prova)
Que belo exemplo para todos nós. Como diz, Rosiska Oliveira: "A Paralimpíada tem o sentido profundo de aproximar mundos que o preconceito e o medo da convivência com o sofrimento separam."
Incapaz de registrar meus sentimentos como gostaria, mas ao mesmo tempo tomado pelos bons fluídos que os jogos me passaram, recorro ao excelente texto "É preciso saber viver", de Rosiska, para encurtar o caminho da indiferença (Globo, 10 set.).
"A festa de abertura da Paralímpiada foi um desafio à consciência individual e coletiva. Há uma ética que implicitamente nos foi proposta. O que pessoas com necessidades especiais esperam de cada um e da sociedade não é compaixão, é respeito. Respeito é a atenção especial de que eles mais necessitam. Também, como todos os outros, esperam o incentivo do aplauso e da torcida".
Depois dos jogos do Rio, o amanhã será outro.


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