segunda-feira, novembro 28, 2016

O Brasil afunda e não olha para o futuro.

Na semana que em Brasília teve de tudo, a ponto de FHC comentar que "o governo Temer é fraco mas é o que se tem", como se não tivesse responsabilidade "com o que se tem", a escolha para o comentário da semana não foi tarefa fácil.

Motivado pelo artigo de Marcelo Leite, "Verde Brasil" (FSP 27-11) que  alerta: deveríamos estar discutindo como aproveitar nossas vantagens naturais para liderar a descarbonização e incentivar as energias renováveis eólica e fotovoltaica. No entanto, o país se afunda, no debate constrangedor - ainda que necessário e urgente - sobre o apartamento do Geddel, a opção que tomei foi encontrar as boas novas da semana no tema da sustentabilidade.

Na quarta-feira, o reconhecimento ao trabalho do professor Ricardo Ruther, da UFSC e diretor técnico do IDEAL, premiado na FIESP pelo seu trabalho na coordenação do projeto- ônibus elétrico. Também na quarta, na FIRJAN, no Rio de Janeiro, Peter Krenz da GIZ-IDEAL, apresentou para investidores internacionais a terceira edição do Estudo do Mercado Fotovoltaico Brasileiro. Na quinta e na sexta-feira, na Aneel, em Brasília , os estudos de "Arranjos Técnicos e Comerciais para a inserção da Geração Solar Fotovoltaica na Matriz Energética Brasileira" foram apresentados e avaliados. Ainda em Brasília, na sexta-feira, o WWF, parceiro do IDEAL, promoveu o lançamento do seu estudo "Potencial da Energia Solar Fotovoltaica de Brasília". Para encerrar a semana que nos levou a vários encontros - iniciamos as tratativas para ampliar nossa parceria com o WWF em 2017.

PS- O que mostra esse comentário é que se tem muito para fazer. Falta vontade e gestão. A carga negativa que vem da prática de uma política atrasada dificulta o nosso desenvolvimento. A semana se encerra com os políticos brasileiros pós-impeachment mostrando que não aprenderam nada(FSP 27-11). Continuam a pautar-se pelo fisiologismo, autoritarismo e falta de ética. 

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