Enquanto os projetos de pesquisa e desenvolvimento na área das energias renováveis eram apreciados na Aneel, alguns quilômetros dali, a Câmara de Rodrigo Maia e o Senado de Renan Calheiros davam sinais de que a anistia ao CAIXA 2 caminhava para o entendimento. A noite soube que a sessão havia sido suspensa. Em Brasília, nada mais surpreende.
Depois de um dia intenso na Aneel, o cansaço e a chuva me convenceram que o melhor programa era ficar no hotel. Essa foi a primeira vez que me hospedei no Brasília Palace e jantei no Oscar. Uma referência na época da construção de Brasília, na década de 70 o hotel foi totalmente destruído por um incêndio. Seu conhecido restaurante, o Oscar, é uma justa homenagem a quem projetou o hotel e desenhou Brasília - Oscar Niemayer.
Pelos corredores do hotel está registrada boa parte das histórias da Brasília de Juscelino e de Oscar. Com o tempo as histórias são outras: sai o romantismo da era Juscelino e entram os trombadinhas que aguardam as temidas delações de Marcelo Odebrecht. Brasília creceu e as falcatruas também.
A crise na República devido a personagens sombrias e sem escrúpulos, se agrava a cada dia. A decadência moral de uma parte significativa do Congresso Nacional está cada dia mais visível. Especula-se que na lista da Odebrecht, a delação que vem sendo chamada de fim do mundo, até ministros de Temer estão relacionados. A capa do Correio Braziliense de ontem é provocativa: "Quem tem medo de Marcelo Odebrecht?". A minha é um pouco mais sutil: Por que ter medo de Marcelo Odebrecht?
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