terça-feira, abril 04, 2017

Ensaio sobre a lucidez

Em tempos difíceis, fruto de uma conjuntura adversa, nem sempre a lucidez nos acompanha. No entanto é nessas horas que precisamos mais dela. Senão vejamos:


- "A reforma trabalhista que o governo quer está sendo feita à luz de toda a clareza? No campo das intenções, a livre negociação cria emprego ou é a produção econômica a responsável por gerar postos de trabalho? "

- "É só tomar como base as alterações na Previdência Social, precedidas da aprovação da PEC do teto dos gastos, que praticamente tornam proibitiva a aposentadoria, excluindo algumas bem-aventuradas categorias trabalhistas".

- "O meu partido não pode sucumbir ao - eleitoralismo - e precisa se perguntar por que aceita ser a escora da marquise de um governo hesitante e impopular, que foi capaz de criar um ministério sem mulheres, negros ou índios, mas com vários nomes citados na Lava Jato, cujo presidente é de um partido que historicamente ganhou relevância por se alimentar de espaços institucionais".

-" Embora ainda seja tema de discussões, acredito que a eleição direta é a única forma de reconciliação com o povo. Como disse o arcebispo anglicano - se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor -. Este é o momento de nos posicionarmos com clareza em favor da democracia".

PS- "Ensaio sobre a lucidez", título acima, nos faz refletir sobre a importância de se manter  lúcido. O autor do texto publicado na FSP, 02 de abril, é Carlos Bezerra Júnior, médico e deputado estadual do (PSDB - SP). Um bom exemplo de lucidez sem cor partidária. Fica o registro.        

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