segunda-feira, janeiro 11, 2021

2021: um ano de esperança e de desafios

Quando nasce um novo ano, renascem as esperanças. Faz parte de uma cultura milenar, que nos acompanha ao longo do tempo. Quando o ano que passou foi muito ruim,  as expectativas para o próximo - aumentam. A vontade de se encontrar com dias melhores, passa a ser um objetivo a mais.

No último dia 6, com o Capitólio invadido por militantes inflados por Trump, a sociedade americana, dividida e perplexa, se pergunta:  o que nos espera em 2021? Só o tempo vai responder. Ao contrário de muitos analistas, arrisco a dizer que Trump foi o grande derrotado dessa tentativa de golpe: conseguiu dividir o Partido Republicano e ficou com a pior parte. Quem se cerca de milicianos armados, prega o ódio e apoia o vandalismo; bom da cabeça não é. (*)

Aqui, 2020 foi um ano que já vai tarde. Para o blog que esteve atento aos malfeitos do ano que passou, não dá para desconsiderar  que os desatinos praticados pelo governo Bolsonaro, terão consequências em 2021. Por mais otimista que a pessoa possa ser, a virada do ano não é uma virada de página. 

Com todos absurdos que estamos vivenciando em relação a guerra das vacinas e da vacinação; as metas do clima e a ONU; a falta de emprego e o fim do auxílio emergencial; a volta da inflação e o empobrecimento; a disputa política em curso e o destino do Bolsonaro;  preparem-se: 2021 vai ser um ano com muitos desafios. 

Além dos motivos acima citados, o Brasil precisa crescer. Sem crescimento, não há futuro. Com o fim do auxílio emergencial, 260 bilhões de reais deixam de chegar aos mais necessitados. Portanto, a situação vai se agravar - justamente - para aqueles que estão mais distantes da possibilidade de um emprego.

Outra preocupação à considerar, são os indicadores de uma inflação crescente a ser enfrentada com um salário mínimo de 1.088,00 reais, que Bolsonaro na última hora passou para R$1.100,00. Como se vê, estamos diante de um quadro preocupante que irá impactar na vida dos mais empobrecidos. São milhões de brasileiros que entram em 2021, sem nada para festejar. (**)

(*) O que se viu nos EUA, é um sinal de alerta. As mentiras e a intolerância não combinam com democracia e cidadania. Para Arnold Schwarzenegger, que foi governador da Califórnia, as vidraças quebradas do Capitólio por grupos como os Proud Boys, de extrema direita que apoia Trump, são os nazistas de agora.

(**) O salário mínimo é o menor dos últimos 10 anos, menos de 200 dólares. E olhem que a nossa moeda foi a que mais perdeu valor de compra frente ao dólar.  

PS - No seu primeiro dia de trabalho em 2021, dia 5, Bolsonaro declarou: "O Brasil está quebrado.  Não consigo fazer nada". Até aí, nenhuma novidade: o mito não entende de economia e nem gosta de trabalhar. Basta acompanhar sua trajetória como militar, como deputado e agora como presidente.    

 

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