domingo, maio 17, 2026

Setor Elétrico, nada é por acaso (parte V)

O setor elétrico brasileiro sempre foi uma referência na América Latina e no mundo. Sua trajetória só veio a ter essa dimensão graças a Eletrobras. Sem ela nada disso teria acontecido. Como nada é por acaso interesses pouco republicanos se uniram durante o governo Bolsonaro para se apropriar da Eletrobras e do seu legado. Tudo se formalizou em junho de 2022 com a privatização da empresa. O que se tem agora é insegurança no atendimento, desperdício de energia renovável, falta de planejamento e tarifas abusivas. (*)

Com as incertezas cada vez mais presentes em artigos especializados do mundo acadêmico, de consultores independentes e de investidores, os questionamentos são diários. O maior e mais presente problema que afeta a sociedade nesse momento, sem dúvida são as tarifas abusivas. A situação chegou no limite tanto em relação as  praticadas no mercado livre, como no cativo. O preço que estamos pagando pela energia elétrica no Brasil ultrapassou o que seria aceitável. Alguma coisa tem que ser feita - já! Com a palavra a Aneel. 

Como a demanda por energia cresce no mundo todo, nas próximas duas décadas muitas coisas vão acontecer. A humanidade não vai ficar sem energia, novas fontes virão para atender nossas necessidades. Durante anos comento sobre isso, as baterias estão chegando como os carros elétricos estão nas ruas. Em 2010 apresentamos o trabalho América sem Carbono, como conclusão de curso na Universidade de Belgrano, na Argentina. 

Com colegas argentinos, uruguaios e paraguaios o foco do curso era pensar no futuro. Pelo envolvimento do Instituto IDEAL com as fontes alternativas, como a solar e eólica foi possível pensar fora do convencional. As pilhas de auto poder energético já vem sendo testadas. Dentro de pouco tempo estarão disponíveis nas prateleiras dos supermercados. Nas nossas casas um mini reator atômico do tamanho de um micro ondas. Obviamente, super protegido, risco zero. Nas ruas nem postes, nem fios. (**)

Por fim algo mais surpreendente ainda, toda a energia consumida pela humanidade viria do espaço. Uma mega usina solar receberia a energia do sol sem interrupções. Pensem nisso, uma energia limpa, infinita, que mudaria tudo que temos hoje. A inteligência nós temos,  conhecimento também. Portanto, avançar num projeto piloto planetário é uma questão de tempo. A energia chegaria a todos com preços variados conforme o grau de consumo de cada país. Os investimentos viriam de fundos globais remunerados pelos países cooperados. O que pode parecer algo impensável hoje, pode não ser amanhã. Enfim, vale a pena pensar.

(*) O que fizeram com a Eletrobras foi um atentado à soberania nacional. Todos os envolvidos sabiam o que estavam fazendo. Atualmente o que se observa é que em pouco tempo o setor virou um grande balcão de negócios. Pouca transparência e consumidores reféns de uma tarifa que só cresce. A própria FIESP veio a público se manifestar sobre a imprevisibilidade presente no setor elétrico e as consequências das tarifas abusivas. 

(**) Quem já viu um filme de ficção deve se lembrar que nas cidades do futuro, nada de postes e fios.       

 

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