Quando comecei com o blog, minha preocupação era se teria assunto para escrever todos os dias. Hoje, diante de tantas opções que o noticiário global te dá, a seleção do tema passa por um processo de depuração. É um exercício diário que faço. Sempre ficam na lista de espera boas matérias para futuros comentários.
Minha idéia inicial era falar um pouco sobre o “jacaré”, como é chamado o avião que me transportou na Bolívia. A pintura de um enorme jacaré ocupa toda sua fuselagem. Confesso que fiquei curioso, mas não perguntei os motivos que levaram um avião ser batizado com esse nome. Depois queria também falar um pouco das incríveis estradas bolivianas. São próprias de um filme do Indiana Jones. De alto risco. No final se semana deixaram 20 mortos. Qualquer descuido ou falha mecânica a morte é certa. No entanto, deixei as aventuras para comentar noutro momento quando ao chegar em casa li na Revista Época, a seguinte chamada de capa: EXCLUSIVO – A usina de R$ 150 milhões nunca ficou pronta.
UMA MÁ NOTÍCIA – toda a obra que não fica pronta é uma má notícia. Se for uma usina para atender de energia o país, pior ainda. Se for com dinheiro público então nem se fala. Agora, se for com dinheiro destinado a honrar compromissos futuros de aposentados, tem que ser apurado e os responsáveis devidamente punidos. O que era para ser uma hidrelétrica em Rondônia é um buraco sem fundo que consumiu R$150 milhões de reais de fundos de pensão de empresas públicas. Segundo a matéria, as vítimas são os fundos: da Petros, Prece e Celos. O último, muito conhecido nosso, é formado pelos funcionários da Celesc. Até agora, não receberam um centavo de volta do dinheirão investido. Por trás de tudo uma tal de Gallway Projetos e Energia do Brasil. O nome do empreendimento, também é bem sugestivo “Usina do Apertadinho”, que foi, literalmente, por água abaixo. Quem vai ficar “apertadinho”, são os gestores desse obscuro negócio que terão que explicar para milhares de participantes dos respectivos fundos de pensão, os recursos que foram levados rio abaixo.
UMA BOA NOTÍCIA – independente de uma possível frustração em relação à conferência de Copenhague, a luta contra o aquecimento global continua. E existem cinco razões para se ser otimista em relação ao clima, nos conta Alexandre Mansur. As nuvens de desconfiança em relação aos resultados da conferência se adensaram após as declarações do presidente dos EUA, Barack Obama e do seu colega da China, Hu Jintao. No entanto, mesmo sem um tratado abrangente para controlar o aquecimento global, há bons motivos para acreditar que o mundo continuará caminhando para uma economia com menores emissões, capaz de evitar as piores conseqüências de um colapso do clima. A seguir, as cinco principais razões:
1 – AS ENERGIAS RENOVÁVEIS FAZEM SENTIDO ECONÔMICO
2 – A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DÁ LUCRO
3 – OS CONSUMIDORES ESTÃO COBRANDO
4 – OS INVESTIDORES PREFEREM CORTAR EMISSÕES AGORA
5 – LEIS LOCAIS ESTÃO EXIGINDO A REDUÇÃO DAS EMISSÕES
PS – Fonte Revista Época (vou falar depois sobre cada um desses pontos)
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