O leilão das eólicas, encerrado ontem a noite, foi um sucesso. Serão contratados quase dois mil MW. Isso representa quatro vezes mais do que o Brasil tem instalado. Os novos parques eólicos ficarão assim distribuídos: Bahia 390 MW, Ceará 541 MW, Rio Grande do Norte 657 MW, Rio Grande do Sul 186 MW e Sergipe 30 MW. Os investimentos serão da ordem de 9,4 bilhões de reais, o que por si só já justifica a ampliação da indústria eólica no nosso país. O preço médio do leilão ficou em R$ 148,00/MWh muito próximo do praticado nas PCH's e nas usinas de cogeração com bagaço de cana. Dessa forma as eólicas entram definitivamente na matriz energética brasileira, somando-se a outras fontes de energia limpa.
Uma boa notícia para o Brasil anunciar em Copenhague. Cabe ao governo incentivar essas iniciativas. É o que tem feito: na semana passada anunciou a redução do IPI para equipamentos de geração de energia limpa. No entanto, o lado negativo ficou por conta dos governos estaduais, que na véspera do leilão sinalizaram que não iriam mais prorrogar a isenção do ICMS. O impacto na receita das empresas seria de 17 %, podendo inviabilizar alguns projetos.
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