quarta-feira, dezembro 16, 2009

Copenhague: impasses e desorganização

O que ninguém queria é o que começa ser noticiado sobre o encontro de Copenhague: impasses nas negociações e desorganização. A informação de que a presidente da cúpula, Connie Hedegaard, se afastou hoje da coordenação confirma o que já vinha sendo objeto de crítica, a desorganização do evento. Foram liberadas 35 mil credenciais para um espaço físico que comporta 10 mil pessoas. Filas intermináveis, dificuldades de locomoção, constrangimentos a autoridades e outras falhas organizativas, prejudicam o evento e podem ter sido a causa do afastamento de Connie Hedegaard. Por outro lado, o tempo passa e os entendimentos não acontecem. Embora todos se comprometam com o clima, o clima em Copenhague não é dos melhores. Além do frio( já esperado), das manifestações e protestos( também esperado), ministros de um mesmo país não se acertam e declarações contraditórias atrapalham a busca do entendimento e do consenso. Faltam poucos dias. Muita gente, por esse mundo afora, espera por compromissos e respostas.

Enquanto isso, longe de lá, no Brasil, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê a criação de pelo menos 20 milhões de empregos verdes até 2030 em todo o mundo. Segundo o relatório da OIT, no Brasil, os empregos verdes deverão ser o segundo maior setor do país em ocupação de mão de obra especializada. São consideradas atividades verdes a produção e o manejo florestal, geração e distribuição de energias renováveis, saneamento, gestão de resíduos, projetos sustentáveis e outros. Dentre esses outros está o cultivo de cana de açucar, um dos maiores empregadores do setor agrícola brasileiro. Nesse segmento é esperada uma forte redução do número de empregos em razão de que nos próximos três anos 90% da colheita serão feitos de forma mecanizada. Parte dessa mão de obra será deslocada para outros setores que serão estimulados pelo próprio governo de criarem empregos verdes.

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