segunda-feira, dezembro 21, 2009

Os franceses estão chegando

O protocolo assinado na última sexta-feira entre o governo da Bahia e a Alstom para implantar uma fábrica de aerogeradores naquele estado já é um dos primeiros resultados do leilão das eólicas. A presença da gigante francesa, fabricante de equipamentos pesados e com forte presença no setor elétrico, demonstra o interesse por investimentos em novos projetos no Brasil. Outra empresa de origem francesa, a Tractebel, controlada pelo grupo GDF Suez, que participou do leilão mas sem êxito, já está operando parques eólicos no Piauí e no Ceará. A intenção do grupo é intensificar a sua participação na energia dos ventos, não só no Brasil como em países vizinhos. Outro setor de interesse dos franceses é a geração de energia a partir da biomassa. Oriunda de matéria orgânica, tanto da cana-de-açúcar como de resíduos de madeira, a biomassa já faz parte da Louis Dreyfus, empresa francesa que recentemente comprou a Santelisa, uma tradicional usina do setor sucroalcooleiro de São Paulo. Com isso, a Dreyfus, além de abastecer de energia suas cinco usinas, tem um excedente de geração de 24 MW que comercializa no mercado livre.
Toda essa movimentação e interesse ganhou visibilidade em função do Ano da França no Brasil. Em outubro, no Rio de Janeiro, aconteceu um seminário específico sobre energias renováveis e biocombustíveis, promovido pelo governo da França e pela Câmara de Comércio França-Brasil. Nada acontece por acaso, o trabalho de prospecção e promoção tem sido intenso e muito se deve às boas relações de Lula com Sarkozy.

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