quarta-feira, dezembro 01, 2010

Moura, terra de muito sol.


Nas fotos, pela ordem: o plenário, o laboratório e a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja (Amareleja é uma comunidade que faz parte do Conselho de Moura )

Para quem não sabe Moura fica em Portugal, na região do Alentejo, a poucos kilometros da fronteira com a Espanha. Terra com muito sol. No verão chega fazer 50 graus. Por causa dessa insolação toda, José Maria Prazeres Pós-de-Mina, Presidente da Câmara Municipal (no nosso caso prefeito de Moura), um visionário, teve uma idéia: implantar em Moura a maior usina solar da Europa. Para muitos um delírio, para outros mais uma promessa de campanha. Conheci José Maria e Moura quando lá estive visitando o projeto da Central Fotovoltaica de Amaraleja. Voltei agora convidado que fui para participar do Seminário sobre sustentabilidade promovido pela Câmara de Moura. Encontrei a usina funcionando a plena capacidade: com 46 megawatts. Uma obra impressionante. Composta por 2500 estruturas que se movimentam, programadas para acompanhar automaticamente a trajetória do sol. Cada estrutura dessas tem mais de 100 painéis fotovoltaicos. São ao todo 262.080 módulos, compostos por mais de 12 milhões de células. A área da central ocupa 260 hectares. Um breve comentário: de uma terra abandonada, porque nada ali nascia. A energia gerada, 97 milhões de kwh/ano é suficiente para atender 30 mil casas. José Maria olha para tudo isso com muita humildade. E quer mais: graças a usina já implantou uma fábrica de placas fotovoltaicas e um laboratório. Tudo isso aconteceu em três anos. Longe de Lisboa numa pequena e acolhedora cidade com menos de 10 mil habitantes. Um belo exemplo de visão e determinação.

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