Depois de ter encerrado minha participação no Seminário sobre Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável na área Rural, em Piriapólis, começa hoje o Seminário sobre Políticas de Integração Energética no Mercosul. O encontro vai até quarta. Como sempre faço, quando viajo leio os jornais locais. O El País de domingo já me fez modificar um pouco minha a apresentação. Não pretendia falar de energia nuclear, no entanto diante do que saiu no jornal sobre a intenção da Argentina em expandir seu programa nuclear preciso mostrar o equívoco que é insistir com projetos nucleares na América Latina. Em primeiro lugar poque não precisamos. Diferentemente da Europa temos terra, sol, água e vento para desenvolvermos uma matriz energética limpa e renovável. Em segundo lugar países que detem a tecnologia, como Japão e Alemanha, já declararam que estão abandonando seus projetos de usinas nucleares e, por coerência, também estão se retirando de projetos semelhantes que mantinham em outros países. No caso da Argentina há outra contradição: resolveram (e já era tempo) parar de subsidiar a energia. Como está muito defasada vai precisar de um grande reajuste. Com a construção de novas usinas nucleares, cuja energia é bem mais cara, o reajuste da tarifa vai ser ainda maior. Essa conta terá que ser paga pelo consumidor argentino que, por outro lado, já vai ser penalizado pelo impacto do aumento da energia no cálculo da inflação.
Duas outras notícias também me chamaram a atenção:
1- encerrado o Senso de 2011 no Uruguai os números confirmam o que se comentava - no Uruguai a população está diminuindo. Em relação ao último censo de 2004 apenas as províncias de Canelones e Maldonado cresceram. Em todas as demais regiões a população decresceu.
2- pegou muito mal a declaração do ex-presidente Tabaré de que tinha solicitado apoio militar dos EUA em caso de uma invasão da Argentina no episódio das papeleiras.
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