O novo modelo que começa a ser desenhado, o da economia verde, por ser globalizado tem que considerar um mundo de 7 bilhões de pessoas (por enquanto). Essa verdade coloca de pronto um grande desafio: a segurança alimentar para toda essa gente. Sobre esse desafio, Roberto Rodrigues, professor e ministro da Agricultura no governo Lula, em recente artigo aborda com propriedade essa preocupação permanente.
Para ele a saída está na tecnologia. Está demonstrado no Brasil, que pode-se aumentar a produtividade agrícola por hectare incorporando na atividade rural tecnologia. Hoje se tem 40 milhões de hectares de áreas degradadas. Todas possíveis de serem recuperadas com projetos sustentáveis focados, principalmente, no uso adequado da água.
Por outro lado, lembra Rodrigues, não basta só aumentar a oferta de alimentos para garantir a segurança alimentar, precisa-se aumentar a renda das pessoas. Um bilhão de pessoas que vivem nos países mais pobres, recebendo menos de US$ 2 por dia, não vão ter acesso a alimentação necessária mesmo havendo disponibilidade.
Sabe-se também que quando aumenta a renda per capita eleva-se o padrão de consumo. Não só de alimentos como de energia, educação, saúde, vestuário etc.. Construir esse equlibrio é a grande tarefa que se apresenta à inteligência humana.
Nesse cenário provocativo é que o Brasil recebe, no ano que vem, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a "Rio + 20". Dois grandes eixos temáticos nortearão as discussões nesse evento:
1- a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza
2- a governança internacional para o desenvolvimento sustentável
(Fonte: FSP 19/11/2011)
PS- os 3 últimos comentários do blog estão servindo para orientar minha participação na conferência que ora se realiza em Piriápolis, Uruguai. O tema do seminario: Energias Renovables para el Desarrollo Sostenible.
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