quarta-feira, dezembro 07, 2011

Morte na cozinha

Em Évora, Portugal, durante os debates que antecederam a criação da Academia Solar Global ( já comentado no blog), um tema que chamou a atenção de todos foi sobre a utilização dos fogões a lenha pelas camadas mais pobres da população. Um gravíssimo problema de saúde pública, desconhecido por muitos, que atinge 3 bilhões de pessoas. É a dura realidade dos que ainda se utilizam dessa forma rudimentar de cozinhar, com consequências seríssimas à saúde. Respirar, diariamente, a fumaça proviniente da queima da madeira, segundo a Organização Mundial da Saúde é o fator ambiental responsável pelo maior número de mortes no mundo. Segundo o doutor Drauzio Varella, morre mais gente como consequência desse tipo de poluição doméstica do que de malária. Mulheres e crianças que vivem na pobreza extrema são as que correm mais riscos: justamente por ficarem mais tempo em casa respirando o ar impregnado pela fumaça do fogão a lenha. Além da tragédia humana, a queima doméstica de lenha contribui para a degradação do meio ambiente e para a destruição das florestas. Segundo o doutor Drauzio, no Peru, cerca de 10 milhões de habitantes vivem em casas pequenas e pouco arejadas, dispersas por 70 mil comunidades espalhadas pela cordilheira dos Andes. E lá os fogões a lenha funcionam os 365 dias do ano. Para cozinhar e aquecer . E eles matam. Estudos da OMS indicam que nessas habitações a poluição interna é intensa e que mais de 40% das mulheres apresentam graves problemas de saúde associados à doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

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