No meio a manifestações (a favor e contra), o Senado aprovou na última terça-feira o novo Código Florestal. Como o projeto aprovado pela Câmara sofreu modificações no Senado, a matéria terá que retornar à Câmara. Segundo o presidente da Casa, o deputado Marcos Maia, a matéria só será votada no próximo ano. O texto aprovado no Senado já produziu reações na Câmara, onde a força da bancada ruralista é bem maior. Ontem mesmo os principais líderes do movimento, como o deputado Ronaldo Caiado, já protestavam contra o que tinha sido aprovado pelo Senado. Alegavam que o novo código limita as atividades no campo: tanto na agricultura como na pecuária. Outro ponto polêmico foi a anistia dada a quem desmatou até julho de 2008. Pelo projeto da Câmara estavam livres de recompor a área que desmataram. E não era pouca coisa: são 55 milhões de hectares de floretas desmatadas - área do tamanho da França. O texto do Senado obriga os fazendeiros de recomporem a mata ciliar. Áreas sensíveis como topo de morro e beira dos rios ficaram também menos protegidas no novo Código. Sempre me posicionei contra uma legislação ambiental menos restritiva. Tenho lá minhas razões: o poder destrutivo do homem; a falta de consciência coletiva; o descaso com o meio ambiente - estão sempre acima do poder de ficalização do Estado. Ontem mesmo, em cadeia nacional, assistimos grandes empresas laranjas sendo autuadas por estarem produzindo carvão vegetal a partir do desmatamento de mata nativa.
PS- POR FALAR EM DESMATAMENTO ..... parece que no próximo domingo, para o bem da nação, o Estado do Pará não será desmembrado. Pesquisas recentes mostram que o movimento separatista perde força. Sempre é bom lembrar que o Pará é o campeão do desmatamento. Com a divisão, mais árvores tombariam.
Nenhum comentário:
Postar um comentário