sexta-feira, fevereiro 24, 2012
De olho na China
Quem esteve na VI Conferência Internacional de Óleos Vegetais e Grãos na China, em novembro passado, saiu de lá impressionado. Estive lendo na Revista Globo Rural de dezembro, que cobriu o evento, o que representa, em termos globais, a necessidade de alimento dos chineses. Só para esse ano, a China deve importar um pouco menos da metade de tudo que o Brasil produz de grãos. Mesmo para aqueles setores que se beneficiam dessa necessidade, os números são assustadores. Se a demanda por alimentos continuar aquecida, o mundo vai ter dificuldades em atendê-la. O consumo de óleo na China, cerca de 20 quilos por ano, já está muito próximo da média mundial (22 a 23 quilos/a). Outro dado preocupante é o processo de urbanização na China, que tem levado milhões de chineses da área rural para as grandes cidades. Além de ser um processo irreversível implica, necessariamente, numa profunda mudança de hábitos alimentares na população. E quando se trata da China, se está falando de milhões de pessoas buscando e comendo um outro tipo de alimentação. Para exemplificar essa nova condição basta lembrar, que: a China em quatro anos se tornou o maior consumidor de carne suína do mundo. Em 2015 a previsão é consumir 57 milhões de toneladas, o que representa 50% da produção global. Como se sabe, suínos se alimentam basicamente de soje e milho. De onde virão esses grãos é o que todos se perguntam?
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