Na sua busca por respostas à falta de grandes inovações tecnológicas no nosso continente, Andrés identificou que não foi por falta da presença do estado que fracassamos. Recentemente, muitos presidentes latinos inauguraram os chamados parques científicos e tecnológicos. Já existem 22 no Brasil, 21 no México, 5 na Argentina e 5 na Colômbia. No entanto, o resultado efetivo desse esforço deixa a desejar. Segundo estudos mais recente, estes parques viraram projetos imobiliários - com reduzida contribuição na área da inovação. O próprio Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, concluiu: "
en América Latina las politicas de los parques científicos y tecnológicos están lejos de conseguir sus objetivos".
Se não foi por falta de apoio estatal, o que vem impedindo de avançarmos? A resposta só podia estar num lugar - o Vale do Silício, na Califórnia. Para descobrir o segredo do êxito do projeto, que se tornou referencia mundial pela concentração de empresas de ponta na área da tecnologia, Andrés procurou Vivek Wadhwa, vice-presidente de inovação da Singularity University, um dos mais renomados centros de estudo sobre inovação tecnológica do mundo.
Num prédio antigo, sem luxo, onde são realizadas as principais conferências sobre as últimas novidades de robótica, nanotecnologia, exploração espacial, ciberrmedicina e outras disciplinas do futuro, Andrés encontrou Wadhwa - um cordial indiano que chegou muito jovem nos EUA. Um guru da inovação tecnológica, Vivek Wadhwa escreve regularmente para
The Wall Street Journal e The Washington Post.
Quando indagado por Andrés, sobre qual o segredo do vale do Silício, a resposta veio em três palavras: "
es la gente - respondió".
"O segredo do Vale do Silício não tem nada a ver com o governo, nem com os incentivos econômicos, nem com os parques tecnológicos, nem com os parques científicos, nem com nada disso, que é uma perda de dinheiro que não serve para nada. O segredo é o tipo de gente que se encontra aqui". Vivek Wadhwa.
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