quinta-feira, janeiro 07, 2016

O segredo do Vale do Silício - "'é a gente que se encontra lá". (inovação parte IV)

Andrés Oppenheimer, ouviu de Wadhva que no Vale do Silício ocorre uma peculiar aglomeração de mentes criativas de todo o mundo, que chegam atraídas pelo ambiente receptivo a diversidade étnica, cultural e até sexual. Prova dessa migração de inteligência para o Vale - é de que mais de 50% das pessoas que vivem ali são estrangeiras. O ambiente californiano, a abertura mental e o culto - ao diferente - associado a presença da Universidade de Stanford, referencia mundial em pesquisa e desenvolvimento, sem dúvida contribuíram para que tantas empresas de alta tecnologia tenham se instalado no Vale do Silício.

Indagado por Andrés sobre o que fazer para que aflorem "vales do silício" na América Latina, Wadhva comentou que o mais importante é contar com uma massa crítica de mentes criativas. Segundo ele, disponíveis em cidades como México, São Paulo, Bogotá, Buenos Aires e Santiago do Chile. Claro que para esse encontro acontecer, das cidades com sua inteligência, barreiras precisam ser vencidas - como por exemplo: ambiente hostil a inovação, burocracia em excesso, corrupção e falta de apoio local.

Se é verdade que já temos grandes reservas de mentes criativas, que é a condição essencial para as sociedades inovadoras, também é verdade que o risco de não se fazer nada - só tende a nos afastar dos avanços científicos e tecnológicos. Como destaca Andrés em seu livro "Crear o morir", nos próximos anos se produzirá uma extraordinária aceleração nos avanços tecnológicos que pode separar ainda mais os países desenvolvidos dos chamados periféricos.

Para a maioria dos cientistas entrevistados, na próxima década veremos inventos tecnológicos mais revolucionários que todos os que a humanidade já inventou.   

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