sábado, março 12, 2016

Conflitos de rua: a democracia em risco.

Não me envolvo com as redes sociais. Não vou além de registrar meus comentários no blog. No entanto, recebo muitas informações. Pelo pouco tempo que tenho, sou obrigado a fazer uma triagem. Neste final de semana, em razão das manifestações contra o governo marcadas para amanhã - veio de tudo. Independente do que ocorrer domingo nas ruas, deixo uma pequena contribuição para reflexão  do que mereceu minha atenção:

- Para quem acha que a democracia e a estabilidade das instituições são um valor em si mesmo, algo pelo qual lutamos muito, evidentemente que essa radicalização é alarmante. Já para quem acha que essa crise indica uma contradição mais profunda da sociedade, que não vai se resolver sem uma transformação violenta, a radicalização pode ser boa. O mesmo vale para os partidários de processos revolucionários ou regimes autoritários. Mas, para a maioria das pessoas, preocupadas com a situação social e econômica, esse agravamento é ruim, independentemente das suas posições políticas.

- A situação é hoje muito grave. Todos os poderes da República estão submetidos a essa dinâmica de radicalização. Mesmo o poder que deveria ser o mais neutro, o Judiciário, já entrou na berlinda. Há fortes críticas e suspeitas à lisura e funcionamento de setores do Judiciário ou do sistema de Justiça mais amplo, que inclui a Polícia Federal e o Ministério Público.

- O processo de radicalização, quando vira esse ciclo vicioso de ação, reação e provocação, torna-se autônomo e se retroalimenta. Não adianta tentar dialogar, porque você não vai encontrar bom senso em ambos os lados. O pessoal não vai depor as armas e sentar para conversar. A única saída é romper com o outro círculo vicioso, da crise econômica e política. O governo tenta há um ano, de maneira mais ou menos desastrada, fazer isso e governar. A rede pode estar radicalizada, mas as lideranças da sociedade civil, dos trabalhadores, das associações, dos empresários, do Poder Judiciário, do Congresso, precisam se articular para tentar achar uma saída para a crise.

PS - trechos da entrevista  sobre A radicalização e a polarização política colocam em risco a estabilidade das instituições e da democracia brasileira, do sociólogo e cientista político Fernando Lattman-Weltman.

- nunca tive Facebook e nem quero me encontrar com tanta gente. Como não gostaria de ter seguidores e muito menos amigos que não conheço. Sem querer fazer juízo de valores, trata-se apenas de uma questão pessoal.


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