Não me envolvo com as redes sociais. Não vou além de registrar meus comentários no blog. No entanto, recebo muitas informações. Pelo pouco tempo que tenho, sou obrigado a fazer uma triagem. Neste final de semana, em razão das manifestações contra o governo marcadas para amanhã - veio de tudo. Independente do que ocorrer domingo nas ruas, deixo uma pequena contribuição para reflexão do que mereceu minha atenção:
- Para quem acha que a democracia e a estabilidade das instituições são um valor em si mesmo, algo pelo qual lutamos muito, evidentemente que essa radicalização é alarmante. Já para quem acha que essa crise indica uma contradição mais profunda da sociedade, que não vai se resolver sem uma transformação violenta, a radicalização pode ser boa. O mesmo vale para os partidários de processos revolucionários ou regimes autoritários. Mas, para a maioria das pessoas, preocupadas com a situação social e econômica, esse agravamento é ruim, independentemente das suas posições políticas.
- A situação é hoje muito grave. Todos os poderes da República estão submetidos a essa dinâmica de radicalização. Mesmo o poder que deveria ser o mais neutro, o Judiciário, já entrou na berlinda. Há fortes críticas e suspeitas à lisura e funcionamento de setores do Judiciário ou do sistema de Justiça mais amplo, que inclui a Polícia Federal e o Ministério Público.
- O processo de radicalização, quando vira esse ciclo vicioso de ação, reação e provocação, torna-se autônomo e se retroalimenta. Não adianta tentar dialogar, porque você não vai encontrar bom senso em ambos os lados. O pessoal não vai depor as armas e sentar para conversar. A única saída é romper com o outro círculo vicioso, da crise econômica e política. O governo tenta há um ano, de maneira mais ou menos desastrada, fazer isso e governar. A rede pode estar radicalizada, mas as lideranças da sociedade civil, dos trabalhadores, das associações, dos empresários, do Poder Judiciário, do Congresso, precisam se articular para tentar achar uma saída para a crise.
PS - trechos da entrevista sobre A radicalização e a polarização política colocam em risco a estabilidade das instituições e da democracia brasileira, do sociólogo e cientista político Fernando Lattman-Weltman.
- nunca tive Facebook e nem quero me encontrar com tanta gente. Como não gostaria de ter seguidores e muito menos amigos que não conheço. Sem querer fazer juízo de valores, trata-se apenas de uma questão pessoal.
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