O movimento de domingo, como um filme, seguiu um script. Para levar para as ruas distintos segmentos, tudo foi muito bem pensado, planejado e executado. Coisa de profissional. Sem uma grande novidade para aquecer os dias que antecederam a data anunciada - do gran finale - domingo 13, deram todo o destaque possível na mídia ao trio de acusadores do MP de São Paulo. Como nos lembra Singer: "o intempestivo pedido de prisão de Lula por promotores de São Paulo anteontem talvez objetive aumentar a participação nas manifestações de domingo."
O Jornal Nacional, como sempre, não pensou duas vezes - foram preciosos minutos de grande visibilidade aos três promotores. Falaram o que queriam. No dia seguinte, diante das fortes reações de diferentes setores, o quadro começou a mudar.
A Folha, que não esconde para quem torce, em editorial publicou "Trio de horrores" referindo-se as trapalhadas dos promotores Cassio Conserino, Carlos Blat e Fernando Henrique.
E no editorial, destacou:
" Os três promotores paulistas responsáveis pelo pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram proeza que ninguém julgaria possível no ambiente politico atual. Obtiveram um quase absoluto consenso. Foi tamanha a inépcia de suas pretensões que, do governo a oposição, de defensores intransigentes do impeachment a convictos militantes petistas, não ouve quem não criticasse a iniciativa.
O trio de acusadores não terá obtido apoio exceto nas franjas mais rudimentares e fanáticas da internet, que sem duvida alimentaram, tanto quanto o puro desejo de obter notoriedade, a desastrosa iniciativa."
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