Depois das manifestações, o noticiário da grande mídia volta a bater na mesma tecla: o que fazer com Lula. Como o alvo sempre foi ele, agora se preparam para mais um round. Já no Congresso, as articulações se voltam contra Dilma. Parceiros de governo, mal se olham. E a oposição, que não se conforma com o resultado, quer ver o circo pegar fogo.
Se não bastasse as dificuldades politicas, os desencontros na gestão e a inépcia na economia o governo ainda convive com um Congresso, onde dezenas de partidos e centenas de interesses menores - fazem dele uma casa de traições e desentendimentos.
Na semana passada, oportunistas de plantão aproveitam-se do agravamento da crise para plantar a necessidade de uma reforma do regime - querem a volta do parlamentarismo. Rejeitado duas vezes (em 1963 e 1993), o parlamentarismo cheira golpe. Para despistar, internamente, estão chamando de - semiparlamentarismo.
Segundo Elio Gaspari, que não morre de amores por Lula e Dilma, há um golpe no forno. E nos lembra que o "semiparlamentarismo" além de ser uma excentricidade - daria mais poderes a um Congresso de 594 deputados e senadores. Deles, 99 tem processos e esperam julgamento no Supremo Tribunal Federal.
PS- no Congresso tem dois itens orçamentários que não sofrem restrições: as emendas dos deputados, 15 milhões de reais para cada um, e o fundo partidário - que dobrou de valor esse ano (1 bi).
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