Nem só na Europa se está a produzir energia renovável em níveis nunca antes vistos. Depois das notícias sobre a produção histórica em Portugal e na Alemanha, surgem agora dados vindos da América do Sul que espelham a importância cada vez maior da eletricidade extraída de fontes sustentáveis a longo prazo. Na semana passada, comentei que na Alemanha em razão da produção acima da demanda, e por não haver tecnologia para armazenar grandes blocos de energia solar excedente, a energia estava sendo disponibilizada a CUSTO ZERO!
Esse mesmo problema que ocorreu na Alemanha, foi agora detectado no Chile com a entrada em operação de grandes plantas solares instaladas no deserto do Atacama. De acordo com a Bloomberg, Chile conseguiu produzir até abril energia solar suficiente para garantir eletricidade gratuita em algumas regiões do país.
A explicação é simples: na parte norte do Chile, o deserto de Atacama está sujeito a exposição solar prolongada e intensa durante a esmagadora maioria dos dias e por isso as centrais solares instaladas na região produzem quantidades enormes de eletricidade. Devido à ausência de ligação entre as centrais do norte e do sul do Chile, a energia elétrica produzida no deserto não pode ser distribuída por todo o país e por isso tem de ser distribuída de forma gratuita na região para escoar a produção.
PS.: Como já comentei anteriormente, não seria o nosso caso. No Brasil, o sistema nacional interligado possibilita que os reservatórios funcionem como grandes blocos de bateria permitindo o armazenamento das energias excedentes produzidas pelos bons ventos e pela boa insolação. De maneira que podemos atender a demanda de energia do país de forma otimizada, racional e sustentável. Portanto, investidores e gestores do setor: energia solar não é problema, é solução.
Um comentário:
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