Temer, era para estar feliz. Afinal, realizou seu sonho: está na China participando da cúpula do G20. No entanto, sua atenção está longe dali. É no Brasil que mora o seu temor. O "Fora Temer" avança e dá sinais que veio para ficar. Em Florianópolis, uma cidade de maioria conservadora, na noite da sexta-feira, milhares de pessoas tomaram conta do centro da cidade. A surpreendente manifestação contra Temer, proporcionalmente, foi a maior já registrada no país até agora. (Fonte: DC 3-9)
A cidade acordou no sábado perplexa com as fotos que viu. O impacto foi tamanho que levou o Diário Catarinense, um jornal também conservador, se perguntar: "Por que Florianópolis foi para as ruas". Analistas e cientistas políticos locais começam a se interessar e estudar o ocorrido - que também não sei como explicar. Quanto muito arrisco a dizer que tem mau cheiro no ar: e que durante o processo de impeachment, o número de pessoas com esse sentimento cresceu. Se foi fraude, farsa ou golpe, pouca importa: o povo não gostou do que viu.
Para reforçar a tese do golpe, na última sexta-feira, dois dias depois do impeachment, por suposto crime administrativo - pela assinatura de decretos orçamentários -, o Senado flexibilizou as regras para abertura de créditos suplementares sem necessidade de autorização do Congresso. Em resumo: Dilma só pode pedalar a bicicleta, já Temer pode pedalar o quiser. (Senado toma decisão que inocenta Dilma - por Luis Nassif)
PS- os filósofos alemães Jurgen Habermas, Axel Honeth e Rainer Forst, a americana Nancy Fraser e o canadense Charles Taylor, todos reconhecidos internacionalmente, assinaram um manifesto internacional de repúdio ao que classificam como "golpe branco" contra a democracia brasileira. Como se sabe intelectuais desse nível não assinam qualquer coisa.
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