Dois acontecimentos importantes marcaram a semana: a indicação do presidente da Colômbia para o Nobel da Paz e, em terras brasileiras, a aprovação em primeira votação da PEC 241. Como são temas tão distantes e distintos que prefiro comentá-los por partes.
Sobre a indicação de Juan Manuel Santos, para o prêmio Nobel da Paz - nada mais justo. E o mais importante: anunciado cinco dias depois do acordo de paz com as Farc ter sido rejeitado nas urnas.
Pode ser obra do destino ou da mão divina, mas que veio em boa hora - veio! Foram anos de negociação para por fim décadas de um conflito que já matou mais de 250 mil pessoas. O empenho pessoal do presidente Santos em desarmar a Colômbia tinha acabado de sofrer um inesperado revés nas urnas (50,2% para o "não"), contrariando uma expectativa mundial que havia pela paz.
A indicação para o mais importante dos prêmios - o Nobel da Paz - dá legitimidade a Juan Manuel Santos (*)a continuar sua caminhada. O próprio presidente reconheceu que a premiação é um grande estímulo para a construção da paz no país. Que as partes voltem a mesa, retomem as negociações e consigam celebrar o acordo tão esperado.
* Juan Manuel Santos vem de uma família abastada de Bogotá. Estudou nos EUA e no Reino Unido. Foi ministro da defesa de Álvaro Uribe (hoje seu arquirrival). De formação liberal, surpreendeu a todos pela sua determinação em buscar a paz.
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