No editorial do Diário Catarinense, VOTO DE NINGUÉM (01-11), uma referência ao voto dos desapontados que ganhou a eleição em boa parte das cidades, tem um pouco a ver com isso.
Segue um breve resumo:
"O voto em ninguém não pode ser interpretado apenas como manifestação de ressentimento das correntes que não tinham candidatos. É mais do que isso: é um clamor do país por mudança no modo de se fazer politica.
O que não se pode ignorar é que esse voto de desapontamento não deixa de ser um voto pelo Brasil. Ao manifestar com clareza sua frustação, os eleitores estão exigindo novas posturas, ideias mais arejadas, comprometimento com a ética e com o interesse público."
Ontem, por exemplo, comentei sobre a necessidade da esquerda se reinventar. Mas não é só isso: há um esgotamento da política em razão da forma como vem sendo praticada. Ela não motiva os jovens e os afasta do debate e das decisões que irão impactar nas suas vidas. Esse distanciamento precisa ser encurtado. A desconfiança que existe entre o eleitor e seus representantes, não serve para ninguém.
Recentes resultados eleitorais, como a saída do Reino Unido da União Europeia e o inesperado "não" ao acordo de paz na Colômbia, mostram que esse distanciamento não é um problema só nosso. Repensar o sistema representativo precisa ser debatido para o bem da democracia. As campanhas eleitorais, que consomem bilhões de dólares, conduzidas muitas vezes sem qualquer compromisso com a ética, em vez de contribuir para um voto mais qualificado, acabam contaminando o processo e afastando ainda mais o eleitor. Segundo Jason Brennan(*), "os eleitores que votaram pela saída da União Europeia (brexit) não sabiam direito o que estavam fazendo. O lado que ganhou não conhecia os fatos e tomou uma decisão estúpida". Sem falar na campanha americana, que se encerra sem deixar saudades. Uma baixaria testemunhada pelo mundo. Ao vivo e a cores.
Recentes resultados eleitorais, como a saída do Reino Unido da União Europeia e o inesperado "não" ao acordo de paz na Colômbia, mostram que esse distanciamento não é um problema só nosso. Repensar o sistema representativo precisa ser debatido para o bem da democracia. As campanhas eleitorais, que consomem bilhões de dólares, conduzidas muitas vezes sem qualquer compromisso com a ética, em vez de contribuir para um voto mais qualificado, acabam contaminando o processo e afastando ainda mais o eleitor. Segundo Jason Brennan(*), "os eleitores que votaram pela saída da União Europeia (brexit) não sabiam direito o que estavam fazendo. O lado que ganhou não conhecia os fatos e tomou uma decisão estúpida". Sem falar na campanha americana, que se encerra sem deixar saudades. Uma baixaria testemunhada pelo mundo. Ao vivo e a cores.
(*) Jason Brennan é professor de estratégia, ética, economia e políticas públicas da Universidade de Georgetown.
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