sexta-feira, novembro 04, 2016

Eleições nos EUA e o avanço na energia solar.


O comentário que ora faço, antes do confuso processo eleitoral que definirá o novo (ou nova)presidente dos EUA, tem seus motivos: Donald Trump já sinalizou sua preferência pelos fósseis, o que pode frear um movimento em curso por uma maior participação das energias renováveis na matriz energética americana. Sua visão atrasada sobre o mundo e os anseios da humanidade, nos leva a pensar como os Estados Unidos e sua sólida democracia convivem com essa candidatura. Quanto ao resultado das urnas, em breve vamos saber. Em relação ao risco de uma escolha equivocada, cabe aos americanos responder.

Trump, assim como Cunha, é imprevisível. Seu descompromisso com as mudanças do clima preocupam e podem dificultar avanços importantes na pesquisa por energia mais limpa. Embora nos EUA a cultura na inovação tecnológica seja bastante independente do governo, sempre iniciativas de médio e longo prazo precisam de políticas públicas para se viabilizarem. Principalmente num setor estratégico como da energia.

Agora mesmo, duas cabeças brilhantes, Mark Zuckerberg e Bill Gates, se unem para a criação de um fundo específico para a energia limpa. E a gigante americana Solar City, de Elon Musk, anuncia que vai fabricar o painel solar mais eficiente de todos. Que as urnas de lá não impeçam os avanços tecnológicos que irão nos levar a uma matriz energética mais limpa e sustentável.

PS- muito embora a democracia esteja mais do que consolidada nos EUA, o processo eleitoral em si é bem diferente do nosso. Nem todos votam no mesmo dia, o voto não é obrigatório e o candidato mais votado pode não ser o eleito.

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