Ana Ribeiro, escreve para EL PAIS. Nesta quarta-feira, 16, seu artigo - Nuestros muros - começa lembrando que há 20 anos atrás a Assembleia Geral das Nações Unidas determinou que: dia 16 de novembro de cada ano se celebraria o Dia Internacional para a Tolerância.
A data em si, provavelmente desconhecida pela imensa maioria das pessoas, com certeza teve e tem seus motivos: já que no mundo a intolerância só cresce. O "muro prometido de Trump", separando o México dos Estados Unidos, talvez seja a obra física que melhor retrate esse descaminho da humanidade.
Se no passado distante a intolerância era mais notada na religião, infelizmente nos dias de hoje se alastrou: violência contra a mulher, conflitos raciais, constrangimentos a opção sexual de cada um, enfrentamento entre torcidas organizadas de times de futebol e na política, por exemplo, a intolerância inibe a saudável confrontação de ideias. O fato é: o mundo, quer queiram admitir ou não, está se tornando um ambiente onde a intolerância prospera.
A causa dessa crescente anomalia social, segundo Ana Ribeiro, se deve a internet que tem nos tornado mais intolerantes. Para ela, a possibilidade de nos abrirmos aos outros dá a todos uma condição de assistir e de expor uma infinidade de egos on line que se desnudam criando novas formas de impunidade e agressividade.
PS- não me sinto a vontade para atribuir o crescimento da intolerância exclusivamente a esses tecidos sociais virtuais: muito embora reconheça o risco(*).
(*) Por coincidência tinha acabado de escrever o comentário acima, quando em Brasília manifestantes invadiram o Plenário da Câmara Federal. As palavras de ordem pregavam o fim da democracia e a volta dos militares. Mais um caso ao vivo e a cores de intolerância movida pelas redes sociais. (direto de Montevidéu onde me encontro em busca de parcerias para novos projetos sustentáveis)
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