"A névoa: De olho no passado", tema do comentário de hoje, se refere a um problema urbano/ambiental ocorrido em Londres na década de 50. Portanto, não confundam com mais falcatrua de um país rico, que vive uma mentira e não consegue enxergar o futuro.
Conta a história, que em 1952 uma névoa mortífera tomou conta de Londres. O estranho fenômeno é verídico e escureceu Londres por cinco dias. Como resultado "da grande névoa: mais de 10 mil pessoas morreram e 150 mil pessoas hospitalizadas em consequência de gravíssimas infecções respiratórias" (*).
O então primeiro-ministro, Winston Churchill (1874-1965) põe a responsabilidade "a mais um ato de Deus. É o clima".
A resposta só veio agora, 64 anos depois. Um estudo publicado neste mês por 45 cientistas de dezenove universidades americanas, inglesas e chinesas, chegaram a conclusão que Churchill estava errado: a culpa não foi de Deus, e sim do homem (**).
"Estudando fumaças poluentes que atualmente assombram metrópoles como Pequim, realizando testes em laboratórios, que não existiam na época de Churchill, os cientistas chegaram enfim à resposta. A água do nevoeiro combinou com dois poluentes, o dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogênio, e assim gerou o ácido sulfúrico. O enxofre e o nitrogênio provinham da combustão de carvão em residências - para aquecimento interno - e nas fábricas. Na Londres da década de 50, jogavam-se diariamente, 370 toneladas de dióxido de enxofre no ar", comenta Talissa Monteiro. (Fonte: Talissa Monteiro, Revista Veja. Enviado por Sílvio Louro)
Nenhum comentário:
Postar um comentário