quinta-feira, dezembro 08, 2016

A névoa: De olho no passado.

Pelo título dado, a "névoa" serve para tudo: para Renan(que peitou e levou), seus colegas vinculados a Odebrecht (que torcem por uma anistia), para a relação promíscua do público com o privado (caso Geddel) e a grave crise institucional que atravessamos. Tudo dentro do planejado por alguns: o país sem rumo!  Só que nessa semana a "nau dos insensatos" se superou. Foram tantos os desencontros entre os Poderes da República, que cansei. Vou escrever sobre outros temas (pelo menos até segunda).

"A névoa: De olho no passado", tema do comentário de hoje, se refere a um problema urbano/ambiental ocorrido em Londres na década de 50. Portanto, não confundam com mais falcatrua de um país rico, que vive uma mentira e não consegue enxergar o futuro.

Conta a história, que em 1952 uma névoa mortífera tomou conta de Londres. O estranho fenômeno é verídico e escureceu Londres por cinco dias. Como resultado "da grande névoa: mais de 10 mil pessoas morreram e 150 mil pessoas hospitalizadas em consequência de gravíssimas infecções respiratórias" (*).

O então primeiro-ministro, Winston Churchill (1874-1965) põe a responsabilidade "a mais um ato de Deus. É o clima". 

A resposta só veio agora, 64 anos depois. Um estudo publicado neste mês por 45 cientistas de dezenove universidades americanas, inglesas e chinesas, chegaram a conclusão que Churchill estava errado: a culpa não foi de Deus, e sim do homem (**).

 "Estudando fumaças poluentes que atualmente assombram metrópoles como Pequim, realizando testes em laboratórios, que não existiam na época de Churchill, os cientistas chegaram enfim à resposta. A água do nevoeiro combinou com dois poluentes, o dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogênio, e assim gerou o ácido sulfúrico. O enxofre e o nitrogênio provinham da combustão de carvão em residências - para aquecimento interno - e nas fábricas. Na Londres da década de 50, jogavam-se diariamente, 370 toneladas de dióxido de enxofre no ar", comenta Talissa Monteiro. (Fonte: Talissa Monteiro, Revista Veja. Enviado por Sílvio Louro)

(*) A poluição do ar mata. Cidades poluídas também! Repensar as cidades do futuro, a mobilidade urbana e enfrentar as mudanças climáticas são os grandes desafios desse século.

(**) Concordo plenamente com o resultado do estudo: a culpa pelo ocorrido ( e o que está ocorrendo) é do homem.

  

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