O desumano bombardeio nas redes sociais sobre a morte de dona Marisa Letícia, ainda continua. A agressividade é tamanha que me fez buscar entender: de onde vem tanto ódio? Há dois anos, Lula e sua família são atacados pelas redes sociais, mídia televisa e escrita, por alguns promotores e até juízes. Sem falar dos empreiteiros corruptos e políticos que se beneficiaram do golpe. Longe de querer ocultar os erros de gestão do governo Lula-Dilma, inúmeras vezes citados nesse blog, é preciso relativizar o que a mídia, descaradamente seletiva, impõe a uma boa parcela da sociedade. Para dona Marisa, por exemplo, a notícia é sempre a mesma: a compra de um tríplex no Guarujá. Embora obstinados em responsabilizá-la, dois anos se passaram e nada foi provado.
Nestes dois anos, dona Marisa e seus familiares foram molestados e constrangidos. Até o pedalinho que ela comprou para os seus netos, com o seu dinheiro, foi destaque nacional. A pressão que dona Marisa sofreu, por ser mulher e mãe, não deve ter sido nada fácil. Seu crime, pelo que até agora se apurou, foi o de ter casado com o Lula. Nunca teve cargo no governo e em estatal, nunca recebeu dinheiro ilícito aqui ou no exterior, nunca teve conta no exterior (não é seu Sérgio Cabral?, não é seu Eduardo Cunha?). Conviver com o gosto amargo da injustiça e da intolerância talvez tenha sido a maior tristeza de dona Marisa.
A pergunta que não quer calar é: por que tanto ódio?
A morte da primeira-dama, sem querer, expôs o lado mais podre da nossa sociedade. Como nos lembra Jeferson Miola:"a desumanidade que se viu nas redes sociais, não respeita limites (*). Propaga o fanatismo e a irracionalidade com requintada crueldade humana. O Brasil está sendo desumanizado e o sentido da vida esvaziado".* No sábado, a Corregedoria do Ministério Público de Minas Gerais informou que investigará o procurador Romulo Paiva Filho, que publicou a foto da ex-primeira-dama em uma rede social e escreveu a frase, "Morre logo, peste! Quero abrir logo o meu champagne!"
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