Segunda Ana, a professora Parker vai muito além de olhar só para a velhice. Ensinou políticas públicas na Universidade de Chicago, onde se envolveu com programas em áreas de aposentadoria, planejamento familiar e empregabilidade.
Seu texto fluente e enxuto, se descola da mesmice: "como haverá cada vez mais velhos vivendo cada vez mais - isso fará as aposentadorias entrarem em colapso". Sua preocupação maior é com os jovens. No nosso caso específico, segundo a ONU: o Brasil envelhece, mas terá metade da população em idade produtiva até 2050. O foco tem que ser emprego para essas pessoas. Sem que elas estejam formalmente empregadas, não há reforma da Previdência que se sustente. A regra é: a aposentadoria dos aposentados é mantida pela contribuição dos trabalhadores que estão na ativa.
A professora Sarah indaga o que está sendo feito para esses jovens em termos de consequências econômicas e políticas públicas sérias. "Quando pobreza, urbanização e desemprego se encontram com uma fatia ampla de jovens entre 15 e 24 anos, os conflitos se acirram". E acrescenta: "nunca houve no mundo tantos jovens nessa faixa etária." E, conclui: "As questões não estão apenas no passado. Estamos enfrentando no século 21 problemas para os quais instituições do século 20 estão despreparadas". Bingo!
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