quarta-feira, março 08, 2017

A reforma da Previdência e as mulheres

O assunto reforma da Previdência nunca irá se encerrar. E dificilmente vai se chegar a um consenso: é inerente a dinâmica do próprio processo. Talvez seja esse o mais instigante e preocupante tema que envolve politicas públicas, bem estar social e cidadania. As distorções foram se acumulando ao longo dos anos e um dos desafios é corrigir parte dos absurdos criados. Pelo menos os mais vergonhosos.

Do pouco que sei sobre previdência, parte se deve a participação que tive como vereador no Plano de Previdência da Prefeitura de Florianópolis. E bem depois, como deputado federal, quando da reforma encaminhada no primeiro ano do governo Lula. Embora considere toda a experiência válida, nesses dois casos em particular pouco ficou: sobrou desencanto e frustação. 

A falta de informação e conhecimento atuarial de quem participa nessas comissões - é um agravante.  A impressão que dá é que são atores representando um papel. E um papel secundário, próprio de quem está com sua vida resolvida e não está nem aí para os milhões de aposentados que recebem o piso (um salário mínimo) como sua única fonte de renda. Quando se tem essa percepção crua da realidade, cai a ficha: é tudo uma encenação. Sem qualquer ranço politico ou visão catastrófica em relação ao futuro alguém acredita que os nossos governantes querem de fato uma reforma da Previdência Social sustentável, com uma gestão transparente e comprometida com o fim das distorções?


PS- Por falar em reforma da Previdência, novamente as mais prejudicadas serão as mulheres. Alguém sabe de alguma mulher que tenha contribuído de forma continuada por mais de 49 anos para obter a sua aposentadoria? Se para os homens a contribuição continuada por tanto tempo já é um desafio, imaginem para a mulher que além de trabalhar cuida da casa e dos filhos. E por falar nelas, hoje, dia 8, as mulheres no mundo todo vão estar mobilizadas em defesa de seus direitos. Buscam dar um "basta"  a violência cotidiana que sofrem: no trabalho e em casa. Estima-se que uma em cada três mulheres no mundo sofre de violência doméstica. Programa-se: em Florianópolis a Marcha das Mulheres sai do TICEN, às 19 hs. 

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