Além de ser a nossa maior expressão cultural - é também a maior festa popular do planeta. A grande novidade é o visível crescimento dos blocos de rua: democráticos, atraem as famílias que buscam nos blocos a alegria contagiante que eles carregam. Nas grandes cidades, como Rio, Recife, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo, o carnaval se popularizou através dos grandes blocos: no centro e nos bairros os blocos arrastaram multidões. Embora numa outra proporção, a presença crescente de blocos se espalhou pelo Brasil: aqui na ILHA ou na distante praia do Cassino, milhares de pessoas encontraram nos blocos a alegria do carnaval. Se somarmos todas as pessoas envolvidas com o carnaval de rua no Brasil, sem medo de errar: foram dezenas de milhões de brasileiros.
Nesses dias de festa, teve de tudo: crianças brincando com os idosos; pobres e ricos lado a lado; o anônimo cidadão da periferia abraçado com uma celebridade. O espaço para extravasar seus sentimentos e emoções, o mais democrático de todos: a rua. Não há camarote, nem proteção. Dividem o espaço de forma respeitosa, como não se vê, por exemplo, no trânsito caótico das nossas grandes cidades. Sem o ranço presente em outras manifestações, no carnaval o "Fora Temer" foi uma unanimidade. Só mesmo a magia do carnaval para nos aproximar de uma bandeira comum.(*)
(*) Na última pesquisa CNT-MDA o índice ótimo de Temer foi de 1,2%. Tirando aqueles que se beneficiaram direta ou indiretamente do seu governo: "não sobra um meu irmão".
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