quinta-feira, março 02, 2017

Carnaval e futebol: paixões nacionais.

Diante da onda do politicamente correto, considerar carnaval e futebol - paixões nacionais - pode gerar algum desconforto com meus leitores. No entanto, mesmo reconhecendo que já estive bem mais envolvido com "as paixões nacionais", não resta dúvida que elas mobilizam milhões de pessoas. Longe do carnaval e do futebol, como tenho estado, não dá para negar a vitalidade do nosso carnaval. Diferentemente do futebol, que é deficitário e se arrasta pelos gramados a custa de muito dinheiro das federações e patrocinadores, o carnaval se reinventou.

Além de ser a nossa maior expressão cultural - é também a maior festa popular do planeta. A grande novidade é o visível crescimento dos blocos de rua: democráticos, atraem as famílias que buscam nos blocos a alegria contagiante que eles carregam. Nas grandes cidades, como Rio, Recife, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo, o carnaval se popularizou através dos grandes blocos: no centro e nos bairros os blocos arrastaram multidões. Embora numa outra proporção, a presença crescente de blocos se espalhou pelo Brasil: aqui na ILHA ou na distante praia do Cassino, milhares de pessoas encontraram nos blocos a alegria do carnaval. Se somarmos todas as pessoas envolvidas com o carnaval de rua no Brasil, sem medo de errar: foram dezenas de milhões de brasileiros. 

Nesses dias de festa, teve de tudo: crianças brincando com os idosos; pobres e ricos lado a lado; o anônimo cidadão da periferia abraçado com uma celebridade. O espaço para extravasar seus sentimentos e emoções, o mais democrático de todos: a rua. Não há camarote, nem proteção. Dividem o espaço de forma respeitosa, como não se vê, por exemplo, no trânsito caótico das nossas grandes cidades. Sem o ranço presente em outras manifestações, no carnaval o "Fora Temer" foi uma unanimidade. Só mesmo a magia do carnaval para nos aproximar de uma bandeira comum.(*)

(*) Na última pesquisa CNT-MDA o índice ótimo de Temer foi de 1,2%. Tirando aqueles que se beneficiaram direta ou indiretamente do seu governo: "não sobra um meu irmão".

PS- Quanto ao futebol, nosso maior símbolo - o Maracanã: agoniza! Controlado pela Odebrecht, está virando lixo. Reconhecido mundialmente como o principal palco do futebol, ninguém sabe qual será o seu destino.  Uma vergonha.

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