segunda-feira, abril 10, 2017

Trump e a paz mundial

O ataque dos EUA na Síria foi o fato da semana. Primeiramente, pela surpresa que causou. E, num segundo momento, pela insegurança que gerou. A iniciativa de Donald Trump, obrigatoriamente, nos leva a refletir sobre a possibilidade de um conflito maior. O risco é real. Para muitos foi essa a sensação que ficou com a intempestiva decisão de Trump de autorizar o bombardeio.

Se é verdade que o mundo assiste por anos o sangrento conflito entre os sírios e se sente impotente diante da sangrenta ditadura de Bashar al-Assad, também é verdade que não se acaba a violência - com a violência. Muito pelo contrário, a história nos mostra que: violência gera mais violência.

O conflito na Síria já dura seis anos e já matou 470 mil pessoas: na sua maioria civis e crianças. O país destruído e dividido, agoniza! Sobre essa região arrasada, interesses obscuros se articulam. Afinal, a destruição é um grande negócio (indústria bélica) como a reconstrução também (grandes obras, pouca fiscalização). As vidas perdidas, os refugiados que se movimentam atrás de abrigo, são "problemas menores" que ficam sob a responsabilidade das organizações humanitárias.

Durante a semana, muito mais vai se saber. Novas preocupações irão surgir diante das reações extremadas que virão. A região é um barril de pólvora, o que Trump fez foi ascender o fósforo. O que assusta é que Trump riscou o fósforo no dia em que recebia o presidente da China, Xi Jinping em Miami. A impressão que fica é que a decisão tomada por Trump naquele dia, não foi por acaso

Poucos analistas sabem o que se passa na cabeça de Trump. Depois do ataque começam as especulações. Se Trump se aproveitou, ou não, da presença do líder chinês para mostrar sua ousadia, logo vai se saber. A preocupação que fica e nos faz refletir é o que vai acontecer, se alguém com o poder que tem o presidente dos EUA continuar agindo assim?  E que perspectivas nos restam de uma paz  mundial?

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