Dez em cada dez brasileiros se perguntam: e agora o que vai acontecer com Temer? Depois de refletir sobre os últimos acontecimentos, a resposta é: em função do que já ocorreu; devidamente apurado e divulgado, tudo. Já em relação ao que vai acontecer, nada. A não ser que os de sempre resolvam mudar de lado.
Temer, o mais rejeitado de todos os presidentes, depois de receber em casa quem Fernanda Torres chama de "Joesley Safadão" para tratar de assuntos pouco republicanos, já deveria ter renunciado. Não o fez. Num outro momento, ao ser indiciado pelo ministro Edson Fachin, Temer deveria ter renunciado. Não o fez. Ao ver seu assessor especial, Rodrigo Loures, segundo Temer um homem idôneo, ser preso por estar carregando uma mala de dinheiro, Temer deveria ter renunciado. Não o fez. Portanto, não esperem um gesto de respeito aos brasileiros de um presidente que se nega responder a uma instituição do Estado, a Policia Federal. Temer se recusou a responder às 82 pertinentes perguntas que buscam apurar possíveis ilícitos praticados por ele.
Quanto aos sinais de que nada vai acontecer com Temer, os fatos falam por si. O Tribunal Superior Eleitoral já o livrou da cassação. Os 14 pedidos de impeachment contra ele, só para lembrar, adormecem na mesa de Rodrigo Maia. E por lá devem ficar. Eleições diretas, que é a saída que temos, o sistema de poder que se estabeleceu no país não quer. Prefere acompanhar um moribundo até 2018. Que triste desfecho. O que nos resta é a força das ruas, antes que o país vá para o brejo. Ao longo de todo esse processo, a sociedade cometeu muitos equívocos. Alimentou preconceitos e se dividiu. Agora, mais do que nunca, cabe a ela se reencontrar e contribuir para sairmos do atoleiro que nos meteram.
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