Finalmente chegou o dia D, democratas e republicanos se enfrentam nas urnas. Em todo o mundo a expectativa é grande, embora a maioria já tenha votado. O voto antecipado e o processo eleitoral americano, se mostram incompreensíveis para as demais democracias.
A atenção se explica por dois motivos: nunca houve uma disputa tão acirrada e Trump já anunciou que vai levar aos tribunais qualquer situação que lhe for desfavorável. Como é uma eleição por estado, a ameaça de Trump é preocupante. O resultado final pode se arrastar no tempo e as consequências. são imprevisíveis.
Uma leitura obrigatória sobre o que passa nos EUA, não é de nenhum renomado cientista político com doutorado no exterior. Me refiro a uma brasileira que escreve na Folha de São Paulo de domingo, a atriz e roteirista Fernanda Torres. A simplicidade como ela aborda o que representa para a humanidade a reeleição de Trump, poucos conseguem fazer.
Já começa lembrando o dia 8 de novembro de 2016, mais ou menos assim: "fui dormir com Hillary Clinton na liderança da disputa para a Presidência dos Estados Unidos ....e me sentei na mesa do café da manhã com o Nero cor de laranja". Outra peculiaridade é de dedica boa parte do texto ao seu filho mais velho, que acaba de fazer 21 anos. Sua preocupação como mãe e mulher engajada, é sobre o que ele vai encontrar quando fizer 30.
Lembra que seu filho nasceu de uma família da artistas de classe média alta: "cursa filosofia, uma carreira inútil, segundo as novas diretrizes desses tempos de guerra". Fernanda toca no assunto por ele ter desenvolvido interesses ligados à música e ao intelecto, que precisam ser entendidas como conquistas civilizatórias da humanidade.
Sua coluna se encerra no aguardo do resultado da eleição do dia 3, que não se sabe quando sairá. Seu último comentário: "Sonho que Trump seja derrotado pela vacina da democracia". Boa parte da humanidade também. (Artigo publicado - Ilustrada, 01/11)
Um comentário:
Se der o Biden, o nosso troglodita aqui fica sem chão
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