Enquanto as pessoas estão morrendo, Bolsonaro e Doria continuam se enfrentando. Só que agora optaram por politizar as vacinas. Um é o atual presidente e o outro quer ser o próximo. Diante do que estamos vendo, só resta lamentar que os dois maiores orçamentos públicos, o da União e o do Estado de São Paulo, estejam sob a guarda desses senhores. Governar é definir prioridades e atender o povo da melhor forma possível. Infelizmente, não é o que estamos vendo. (*)
Um dos países mais promissores do mundo, está sem rumo. Não consegue esconder suas fragilidades: na saúde, política, economia, desigualdades sociais, meio ambiente, relações internacionais e de gestão entre outras. Basta ver, que:
SAÚDE - O Brasil só perde para os EUA em número de mortes por covid 19. O novo desatino do presidente Bolsonaro é a guerra da vacina contra o vírus. Ela ainda não existe, mas já é motivo de disputa política. Se não tivéssemos o SUS, já estaríamos liderando o ranking das mortes;
POLÍTICA - o presidente simplesmente se esqueceu das promessas de campanha. Só para exemplificar: se aproximou do "Centrão" e só fala na reeleição. Durante a campanha negava as duas situações;
ECONOMIA - O Paulo Guedes, que durante a campanha era o Posto Ipiranga, virou piada. O real foi a moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar, o desemprego aumentou e a dívida pública só cresce. Segundo o Banco Mundial, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo; (**)
SOCIAL - Com o aumento do trabalho informal, as garantias sociais que haviam estão desaparecendo. O trabalhador está cada dia mais vulnerável e sem alternativa. Para enfrentar a grave crise social, o Congresso disponibilizou cerca de 600 bilhões de reais para os programas de garantia de renda. O chamado auxílio emergencial, se encerra em dezembro. Segundo o IBGE o Brasil tem hoje 52 milhões de pessoas na pobreza, que recebem menos de 400 reais por mês;
AMBIENTAL - O país saudado e admirado por seus recursos naturais, está assistindo um descaso criminoso com o meio ambiente. Embora ontem, 12, tenha sido o Dia Nacional do Pantanal, não há nada à comemorar. O fogo continua por lá. Desmatamento ilegal é crime (foto acima);
RELAÇÕES EXTERIORES - A nossa imagem lá fora é a pior possível. Bolsonaro se entregou para o Trump e se esqueceu do resto. Nem reconhecer a vitória do Biden, ele foi capaz de fazer. O Brasil respeitado, virou um país isolado;
GESTÃO - Administrar um país não é assinar decretos e, conforme a reação, logo depois revogá-los. Um bom gestor, antes de usar a caneta, precisa saber ouvir. Só assim vamos ter futuro e deixar de ser apenas um país promissor. Simples assim.
(*) O que está se vendo no Amapá, não é uma surpresa. A causa, aparentemente, foi um raio. O povo, com razão, está indignado. Mas não tem memória, elegeram por duas vezes Sarney para Senador. Uma aberração, Sarney é do Maranhão. De norte a sul, voto tem consequência.
(**) Em menos de dois anos Bolsonaro e Guedes acabaram com a nossa economia. O Brasil chegou a ser a sexta economia do mundo. Sem rumo, perdeu pontos. Saiu da lista das 10 maiores.
PS- Domingo tem eleição. Só nós podemos mudar o Brasil. Na hora de votar, pense nisso. A escolha é sua.

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