terça-feira, novembro 17, 2020

Bolsonaro, o grande derrotado



                                       

A foto acima é da praia dos Açores no sul da Ilha, em Florianópolis. Uma das tradições que se mantêm no tempo é a pesca da tarrafa. Nunca pratiquei, mas reconheço que é de uma leveza e beleza única. Até os peixes se encantam ao ver a tarrafa abrir e por isso se deixam aprisionar. Claro que isso é história de pescador. 

Nesse paraíso, Bolsonaro e seu amigo Queiroz ainda não apareceram para praticar pesca proibida e constranger fiscais. Ainda bem! Só imagino ele querendo fazer uma Cancún, começando na praia da Solidão e terminando no Farol dos Naufragados.  Bolsonaro, para alívio de muitos, foi o grande derrotado nas eleições de 2020. (*)


Esquerda unida em Florianópolis

Num país com 5570 municípios, é difícil prever o que sai das urnas.  Antonio Lavareda, 69, um dos principais cientistas políticos ligado ao PSDB, declarou que uma onda de esquerda está se formando para voltar ao poder em 2022. Sua percepção, imagino, é mais da rua que das urnas. As pessoas estão mais empobrecidas e sem grandes perspectivas.  

Como consequência da eleição do último domingo, uma certeza ficou: o grande derrotado foi Bolsonaro. Onde se meteu, deu errado. Sem saber o que falar, nas vésperas de uma eleição,  ameaçou os EUA com o uso da pólvora e chamou os brasileiros de maricas. Patético, para não usar outra expressão.

Suas dificuldades vão além das bravatas. Os militares já explicitam seu desconforto e o desgaste já chegou na caserna. Outra preocupação que atormenta Bolsonaro, segue sendo Queiroz, seus filhos  e as milícias. As apurações estão em curso e o cerco está se fechando.  

(*) Embora a eleição tenha sido municipal, é visível o desgaste de Bolsonaro. Em Florianópolis, o candidato que mais se identificou com ele teve menos que 3% dos votos. No Rio, base eleitoral da família, o ZERO 2, se elegeu. Só que com 30% menos dos votos obtidos na eleição passada.   

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