Foto da campanha/Eleições 2020
A grande novidade dessa eleição foi a chegada dos mandatos coletivos. O que era uma possibilidade, virou uma realidade. Sem dúvida a ideia se consolidou e veio para ficar. Em Florianópolis, não foi diferente. Eu mesmo participei de um, o FORÇA SUS FLORIPA, em defesa do SUS. Quem nos representava, o médico Ricardo Baratieri, ficou como suplente. A curta caminhada que juntou pessoas preocupadas com a saúde pública, trouxe além do conhecimento a importância de se estar junto em momentos difíceis da vida.
Para quem já participou de outras experiências eleitorais, exitosas ou não, foi um prazer encontrar uma nova forma de se fazer política. Juntar pessoas dispostas a dividir tarefas e compromissos, já é um grande desafio. Ainda mais quando as regras estabelecidas buscam o consenso e priorizam o diálogo. Nada além do que é a essência da política.
Infelizmente, regredimos na política por inúmeras razões. Parte se deve a uma sociedade dividida e a proliferação de partidos. O pós pandemia pode nos fazer repensar a vida. Quem acompanha o papa Francisco, sabe o que ele quer: um compromisso com esse novo mundo. Outros valores se fazem necessários, para a roda da vida girar. Entre eles, num lugar destacado, estão as questões ambientais e climáticas que vão exigir uma nova forma de gestão e de desenvolvimento.
Portanto, quanto mais diálogo houver mais transparente serão os mandatos. Políticos fechados nos seus gabinetes, focados nos seus interesses, de olho nas "rachadinhas"; com o tempo serão varridos da política. O crescimento das abstenções, votos nulos e brancos, é um sinal. O eleitor precisa ser reconquistado, com urgência. E não vai ser com auxílio emergencial e nem com fake news. O reencontro vai se dar com políticas públicas que lhe assegurem: o direito ao trabalho, a saúde, a moradia e uma vida digna.
PS - O mandato coletivo veio para ficar. Dialogar é o caminho. Buscar o consenso faz parte do boa política. Simples assim.

Um comentário:
Fiquei muito feliz também Mauro. Vamos torcer para os coletivos mostrarem sua força e quem sabe, até na lei eleitoral isso ser formalmente autorizado, permitindo o rodízio de responsabilidades também.
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