No ano passado li e guardei uma matéria baseada nas pesquisas feitas nos EUA e em outros doze países sobre o declínio da memória em pessoas aposentadas. Os estudos mostram que trabalhar proporciona um componente importante na preservação da memória. Embora nem todos os envolvidos com a pesquisa estejam convencidos dessa relação direta trabalho/memória, todos estão de acordo que quem continua trabalhando dá sinais de uma melhor habilidade pensante.
Robert Willis, um dos autores do estudo e professor de economia da Universidade de Michigan, explica que o estudo foi possível, porque o Instituto Nacional de Envelhecimento iniciou um estudo nos EUA quase 20 anos atrás. Os pesquisadores constataram que, quando mais tempo as pessoas continuam trabalhando melhores são seus resultados nos testes quando chegam na casa dos sessenta.
Na semana passada foi divulgado um estudo do governo brasileiro mostrando o caminho da maior longevidade. As projeções para 2050 é de que 35% da nossa população terá mais de 60 anos. Isso implica em mudanças sociais importantes que não estão programadas. Cabe pautar essa discussão, tratando-a com respeito, como política de Estado, sem rotular a população idosa como ônus, mas como fonte de conhecimento e de novas oportunidades.
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