Cresce no mundo todo a ideia dos carros compartilhados. Embora já tenha comentado no blog, sempre é bom relembrar: no início dos anos oitenta, eu e mais quatro colegas introduzimos essa novidade em Florianópolis. Ao todo foram três carros que compramos ao longo do tempo, que nos levava de casa para o trabalho (ida e volta). Bons tempos.
Com as ruas intransitáveis, essa ideia se aplicada em larga escala vai tirar milhões de carros da rua. Quem reforça com números essa alternativa econômica, racional e sustentável é Marcia Dessen(*). Para ela, ter e manter um carro custa caro. Quase sempre a resposta das pessoas está associada ao que gasta com combustível. O custo real tem que levar em conta: depreciação, custo de manutenção, estacionamento, IPVA, seguro, multas, licenciamento e combustível. Sem falar no custo do financiamento, quando é o caso.
Segundo Márcia, que já fez essas contas inúmeras vezes, o valor assusta. Um carro zero, modelo para a classe média, custa por ano: de R$ 15 mil a R$ 25 mil (de 20% a 30% do seu salário anual). Se esses valores fossem do conhecimento de todos, com certeza a ideia do carro compartilhado ganharia força.
Outro dado a ser considerado, é: disponibilidade x uso. O seu carro está disponível para você as 24 horas do dia, mas quanto ao uso real estudos mostram que não chega a 20% desse tempo. Portanto, mais um ponto a favor do carro compartilhado. Tem gente que até por motivo de trabalho, só usa o seu carro nos finais de semana. Outros, mais antenados e preocupados com a saúde, deixam o carro na garagem e optam por uma boa caminhada ou mesmo uma saudável pedalada.
Esse povo todo, a turma que fez as contas, os que usam pouco o carro e os que optaram por uma vida saudável, forma o megamercado dos carros compartilhados. Aliás, nada de muito novo: dependendo do modelo adotado, o que eu e meus amigos já fazíamos na década de oitenta; ou algo muito parecido com as bicicletas compartilhadas que estão espalhadas por todo o mundo. A boa ideia dos carros compartilhados está sendo implantada nos EUA, China e Europa. E, pasmem: na Usina de Itaipu. Logo vão estar nas nossa ruas. Alguém duvida?
(*) Marcia Dessen, planejadora financeira pessoal, diretora do IBCPF e autora do livro "Finanças Pessoais". Escreve na Folha.
2 comentários:
Escrevi um artigo sobre isso. Algumas cidades já estão entrando na era do carro compartilhado e, melhor ainda para o meio ambiente, carro elétrico: https://www.linkedin.com/pulse/revolu%C3%A7%C3%A3o-na-mobilidade-urbana-sergio-bastos?trk=v-feed&trk=hp-feed-article-title-share
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