Lendo uma revista de bordo nos EUA me deparei com expressões que desconhecia:"gig economy e gig workers". Encontrei no google as explicações que buscava: são iniciativas no campo organizativo e do trabalho, que fogem da formalidade. Trabalhadores sem vínculo e empresas virtuais que se formam e, a partir de boas ideias, crescem criando no seu entorno uma nova economia (gig economy). Dois exemplos ´mais conhecidos desse mundo novo, são: o UBER e o Airbnb. Um ocupando o espaço dos taxistas e o outro ameaçando o setor da hotelaria tradicional.
Nessa semana, os primeiros UBER's começaram a rodar em Florianópolis. Assim como em outras cidades, os primeiros conflitos também ocorreram aqui. Esse tipo de confronto urbano por defesa do espaço é legitimo. Cidades como Nova York, os taxistas perderam 15% de sua receita. Por outro lado, os "uberistas" defendem o modelo por entender que disponibilizam ao usuário menor preço, liberdade e flexibilidade.
Alguns estudiosos começam a se interessar pelo tema e buscar respostas para essas mudanças. Diante da velocidade como as coisas estão acontecendo, vale a pena olhar com atenção para esse mundo novo e incerto. Não basta atribuir as facilidades da vida moderna a necessidade dessas mudanças. É preciso medir as consequências, por exemplo, de um exército de "gig workers", sem vínculo laboral e sem direitos sociais. Não dá simplesmente para dizer que é o preço do progresso.
PS - É óbvio, que não há resposta simples. O fato é que a "gig economy" não para de crescer. E um dia, cada um de nós vai ter que decidir: como e quando participar desse mundo novo. Portanto, quanto mais informação tivermos, melhor!
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