quinta-feira, outubro 06, 2016

Prefeitos eleitos, e agora?

Vencida a primeira etapa das eleições, passada a fase dos lamentos e comemorações, agora começam as cobranças. Muitas das promessas de campanha vão ficar pelo caminho. Outras tantas, limitadas por questões orçamentárias. E, por fim, aquelas que não conseguem sair do papel por incapacidade dos gestores. Poucos dos eleitos estão conscientes e preparados para fazer mais com menos.

Um estudo recente da FSP sobre o Ranking de Eficiência dos Municípios, que deveria ter sido lido por todos os candidatos, mostra a realidade dos nossos municípios. Segundo o estudo a avaliação dos prefeitos é baixíssima (só 26% aprovam) e o grande problema vem das áreas básicas de atendimento: saúde e educação. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a situação deve se agravar com a diminuição de repasses federais e estaduais. Menos arrecadação, menos repartição.

PS - Para minha surpresa o estudo mostra que os estados do Rio Grande do Norte e do Ceará são líderes entre os Estados com prefeituras mais eficientes. E o Rio Grande do Sul, apesar do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) médio alto, seus municípios são ineficientes por conta de muitas emancipações. Cresceu muito o número de novos municípios. Quase sempre criados por interesses políticos, sem a menor condição de sobreviver.

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