terça-feira, novembro 22, 2016

O objetivo oculto da PEC 241 (a do "teto").

Quem tem blog e gosta de escrever todo o dia, sempre se anima quando encontra no que os outros escrevem sintonia com os temas polêmicos que aborda. Foi o que encontrei no artigo "O equívoco fundamental da PEC 241", de José Maria Alves da Silva (FSP 9-11). O texto, que merece ser lido na sua íntegra, expõe a PEC 241 e toca na ferida: as taxas de juro.

Muito embora a conta do governo com juros, cerca de 500 bilhões por ano, cobrisse vários "déficits", pouco se fala nela no "debate sobre o teto". Aparentemente, não há interesse. No seu artigo bem articulado, José Maria nos lembra, que: no quadro de estagflação que vivemos (coexistência de altas de inflação e taxas de crescimento próxima do zero), a dívida pública seguirá uma trajetória explosiva.

Para ele, "na verdade, a PEC 241 é necessária para assegurar que, nos próximos 20 anos, o Brasil possa permanecer na condição de paraíso dos banqueiros e rentistas". Em outras palavras: é a própria estagflação justificando que se aumente as taxa de juros. Bom para alguns, péssimo para o país. Para José Maria, está aí o objetivo oculto da medida.

PS- quem tinha razão era José de Alencar, vice de Lula: nunca tramou contra o Presidente e sempre o alertou sobre os juros abusivos. Um grande vice: não atrapalhou, nem se omitiu.

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