Muito embora a conta do governo com juros, cerca de 500 bilhões por ano, cobrisse vários "déficits", pouco se fala nela no "debate sobre o teto". Aparentemente, não há interesse. No seu artigo bem articulado, José Maria nos lembra, que: no quadro de estagflação que vivemos (coexistência de altas de inflação e taxas de crescimento próxima do zero), a dívida pública seguirá uma trajetória explosiva.
Para ele, "na verdade, a PEC 241 é necessária para assegurar que, nos próximos 20 anos, o Brasil possa permanecer na condição de paraíso dos banqueiros e rentistas". Em outras palavras: é a própria estagflação justificando que se aumente as taxa de juros. Bom para alguns, péssimo para o país. Para José Maria, está aí o objetivo oculto da medida.
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