Quando se conhece o Parque Eólico de Artilleros em Colônia do Sacramento, no Uruguai, se entende melhor o que é integração entre países e também como fazer um projeto socialmente e ambientalmente sustentável. Depois de visitar o parque, não me canso de usá-lo como exemplo. A iniciativa foi dos governos do Uruguai, através da UTE, e do Brasil com a Eletrobrás. A área disponibilizada para o empreendimento, cerca de 1.000 hectares, é do governo uruguaio. Ela faz parte de um conjunto de áreas rurais liberadas para os agricultores sem terra, através dos programas sociais do Uruguai.
As fotos confirmam o que expresso. Falam por si: máquinas modernas são utilizadas pelos colonos para colheita e o gado leiteiro se mistura para se alimentar das sobras do processo (foto acima). A região é reconhecida internacionalmente pela produção e qualidade dos seus queijos. A plantação de soja se dá entre os aerogeradores do parque com excelente resultado.(foto abaixo)
Para os colonos, com a implantação do parque, dois anos atrás, muitas coisas mudaram. Eles também recebem agora um pequeno percentual do que Artilleros produz de energia. É uma renda a mais que está possibilitando a compra de novas máquinas, melhorando a rentabilidade de suas atividades. Quanto à parte da integração energética, limpa e sustentável entre o Brasil e Uruguai já comentei inúmeras vezes - é um exemplo a ser seguido.
PS - As fotos foram disponibilizadas por Emanuel Cesan, responsável técnico pela manutenção do Parque Eólico de Artilleros.
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