Na mais tensa e concorrida eleição americana, o atraso foi vencido. Quanto ao processo eleitoral americano em si, que estresse. Não sei se vai continuar assim. Quem tem que resolver a encrenca, são os americanos. No país do Google, do Vale do Silício, da IBM e tantas outras empresas de alta tecnologia, abrir, a mão, cerca de 100 milhões de envelopes é impensável nos dias de hoje.
Como nada é perfeito, a democracia também não o é. Só que temos responsabilidades sobre o que acontece com ela. Muitas pessoas não pensam assim e nos últimos anos vem crescendo esse grupo. Os resultados eleitorais em 2016 nos EUA e em 2018 no Brasil, muito se deve a eleitores que se deixaram influenciar pelo uso massivo nas redes sociais de intolerância, mentiras, preconceito e mensagens de ódio.
As divergências políticas sempre estiveram presentes e fazem parte da democracia. Elas alimentam o debate por ideias e valorizam a argumentação dentro de um processo natural de convencimento. Só que o debate vem sendo substituído - gradativamente - pelo uso belicoso e irresponsável das redes sociais. Onde a regra é atacar os adversários. Sem rosto nem alma, fazem um estrago.
Como resultado desta insanidade virtual, o eleitor acaba elegendo candidatos autoritários e despreparados. Donald Trump é um caso típico. Tratou a pandemia com descaso, fazendo dos EUA um grande cemitério. O efeito desse descaso com a saúde pública foi fatal no seu projeto de reeleição.
Sua postura arrogante e desrespeitosa com antigos parceiros e líderes mundiais, foi uma das marcas do seu mandato. Sua grande obra, o muro que separa os EUA do México - retrata bem sua personalidade. O rompimento com o Acordo de Paris e o afastamento da OMS em plena pandemia, reforçam o equívoco que foi elegê-lo em 2016.
Trump não esperava pelo resultado das urnas. O último presidente americano que não se reelegeu, foi Bush pai em 1992. Agora, depois de tanto tempo, as urnas voltaram a mandar um presidente para a casa. O que se viu no final de semana nos EUA, foi uma grande festa em comemoração a democracia.
Com a vitória de Biden, volta a esperança. A rápida manifestação dos principais líderes mundiais de apoio a Biden, nos permite concluir que o atraso está com seus dias contados. Suas primeiras palavras para os americanos foi de respeito as pessoas, cuidado com a saúde, desenvolvimento sustentável e atenção com as mudanças do clima. Que cumpra suas promessas, a humanidade agradece. (*)
(*) Até ontem Bolsonaro não tinha se manifestado sobre a vitória de Joe Biden.
PS - Como Trump, felizmente, são poucos. Mas existem. Voto tem consequência e no domingo temos eleição.
5 comentários:
Muito bom! Vou compartilhar com meus amigos!
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Muito bom! Vou compartilhar com meus amigos!
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Mauro, a derrota do Trump removeu um entulho do caminho. Mas a luta e dever de casa é nosso e não temos que depender do Biden. Esse vai seguir os interesses norte-americanos. Inclusive podes contrário aos nossos : eles adoram uma guerra. A reentrada dos EUA no Acordo do Clima e a pauta mais ecológica dele são fatos facilitadores. Temos a pauta brasileira.
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