segunda-feira, novembro 09, 2020

Com vitória de Biden, volta a esperança

 Na mais tensa e concorrida eleição americana, o atraso foi vencido.  Quanto ao  processo eleitoral americano em si, que estresse. Não sei se vai continuar assim. Quem tem que resolver a encrenca, são os americanos. No país do Google, do Vale do Silício, da IBM e tantas outras empresas de alta tecnologia, abrir, a mão, cerca de 100 milhões de envelopes é impensável nos dias de hoje. 

Como nada é perfeito, a democracia também não o é. Só que temos responsabilidades sobre o que acontece com ela. Muitas pessoas não pensam assim e nos últimos anos vem crescendo esse grupo. Os resultados eleitorais em 2016 nos EUA e em 2018 no Brasil, muito se deve a eleitores que se deixaram influenciar pelo uso massivo nas redes sociais de intolerância, mentiras, preconceito  e mensagens de ódio.

As divergências políticas sempre estiveram presentes e fazem parte da democracia. Elas alimentam o debate por ideias e valorizam a argumentação dentro de um processo natural de convencimento. Só que o debate vem sendo substituído - gradativamente - pelo uso belicoso e irresponsável  das redes sociais. Onde a regra é atacar os adversários. Sem rosto nem alma, fazem um estrago.

Como resultado desta insanidade virtual, o eleitor acaba elegendo candidatos  autoritários e despreparados. Donald Trump é um caso típico. Tratou a pandemia com descaso, fazendo dos EUA um grande cemitério. O efeito desse descaso com a saúde pública foi fatal no seu projeto de reeleição.

Sua postura arrogante e desrespeitosa com antigos parceiros e líderes mundiais, foi uma das marcas do seu mandato.  Sua grande obra, o muro que separa os EUA do México - retrata bem sua personalidade. O rompimento com o Acordo de Paris e o afastamento da OMS em plena pandemia, reforçam o equívoco que foi elegê-lo em 2016.

Trump não esperava pelo resultado das urnas.  O último presidente americano que não se reelegeu, foi Bush pai em 1992. Agora, depois de tanto tempo, as urnas voltaram a mandar um presidente para a casa. O que se viu no final de semana nos EUA, foi uma grande festa em comemoração a democracia.

Com a vitória de Biden, volta a esperança. A rápida manifestação dos principais líderes mundiais de apoio a Biden, nos permite concluir que o atraso está com seus dias contados. Suas primeiras palavras para os americanos foi de respeito as pessoas, cuidado com a saúde, desenvolvimento sustentável e atenção com as mudanças do clima. Que cumpra suas promessas, a humanidade agradece. (*)

(*) Até ontem Bolsonaro não tinha se manifestado sobre a vitória de Joe Biden.

PS - Como Trump, felizmente, são poucos. Mas existem. Voto tem consequência e no domingo temos eleição. 

5 comentários:

Vera disse...

Muito bom! Vou compartilhar com meus amigos!

Vera disse...

Muito bom! Vou compartilhar com meus amigos!

Vera disse...

Muito bom! Vou compartilhar com meus amigos!

Vera disse...

Muito bom! Vou compartilhar com meus amigos!

Alexandre Heringer Lisboa disse...

Mauro, a derrota do Trump removeu um entulho do caminho. Mas a luta e dever de casa é nosso e não temos que depender do Biden. Esse vai seguir os interesses norte-americanos. Inclusive podes contrário aos nossos : eles adoram uma guerra. A reentrada dos EUA no Acordo do Clima e a pauta mais ecológica dele são fatos facilitadores. Temos a pauta brasileira.